quarta-feira, 18 de maio de 2016

É sempre um prazer, Jonas.


Em vez dos quilómetros percorridos que aparecem no monitor - que não nos dizem nada sobre o que se passou em campo senão que o jogador X percorreu Y quilómetros, o que é dizer "bola" sobre o que andou o jogador a fazer no relvado -, talvez fosse mais interessante descobrir uma forma de encontrar a velocidade de pensamento do jogador Z. Não quantos quilómetros fez nem a que velocidade os fez; apenas os picos de velocidade do seu raciocínio para que os pudéssemos relacionar com um minuto específico de uma jogada perigosa ou de uma bola que acabou nas redes. Isso, sim, seria algo que podia servir de base a uma conversa civilizada sobre futebol. O resto é zero.

Jonas recebe na esquerda, não consegue passar. Tem de refazer a ideia, vai recriar, recriar-se. Como? Em menos de um segundo, enquanto corre para a ala, olha de soslaio pela esquerda para analisar os companheiros e as suas posições. Depois vai enganar o adversário, fingindo ir para trás e logo indo para a linha final. Passa a perna por cima da bola, mete-a pronta a ser cruzada pelo pé esquerdo, cruza redondinha para o remate de Pizzi. Nos génios parece sempre que o que fazem é fácil. E a razão é simples: para eles é.



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